Cuca explica gol contra de Rodinei e detona VAR após derrota do Santos para o Bragantino
Publicado em · Fonte: uol

Cuca explica gol contra de Rodinei por iluminação e critica atuação do VAR após derrota do Santos
A derrota do Santos por 2 a 1 para o Bragantino, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, provocou reclamações do técnico Cuca sobre lances decisivos da partida. Após o confronto, o treinador comentou o gol contra marcado por Rodinei, apontou a iluminação do estádio como um dos fatores que contribuíram para o erro e demonstrou indignação com a arbitragem, especialmente pela ausência de intervenção do VAR em um possível pênalti para a equipe santista.
O resultado teve impacto importante na avaliação do comandante, que considerou injusta a derrota diante do desempenho apresentado pelo Santos durante boa parte do jogo. Apesar de reconhecer a eficiência do adversário, Cuca destacou que seus jogadores conseguiram controlar determinadas ações da partida e produziram oportunidades suficientes para buscar um resultado melhor.
Cuca explica como a iluminação teria atrapalhado Rodinei
Um dos momentos mais comentados do confronto aconteceu logo aos três minutos do primeiro tempo, quando Rodinei acabou marcando contra a própria equipe. O lateral tentou afastar um cruzamento direcionado à segunda trave, mas, ao cabecear a bola, acabou desviando para dentro do gol santista, permitindo que o Bragantino abrisse o placar rapidamente.
Depois da partida, Cuca revelou que conversou diretamente com o jogador para compreender as circunstâncias do lance. Segundo o treinador, Rodinei relatou dificuldades para acompanhar a trajetória da bola por causa das características da iluminação do estádio, com refletores posicionados em uma altura diferente daquela a que estava acostumado.
A explicação apresentada pelo comandante procurou contextualizar um erro que poderia ter acontecido em uma situação de difícil percepção visual. Em jogadas defensivas, especialmente quando envolvem cruzamentos e disputas aéreas, a capacidade de acompanhar a bola é fundamental para que o atleta consiga calcular corretamente o movimento e realizar o corte.
Santos reage, mas Cuca considera resultado injusto
Mesmo começando atrás no placar, o Santos conseguiu se reorganizar e aumentar sua participação ofensiva ao longo da partida. Cuca ressaltou que a equipe apresentou números que, em sua avaliação, demonstravam superioridade em diferentes aspectos do confronto, incluindo mais de 60% de posse de bola e 17 finalizações.
O treinador também chamou atenção para a maneira como o Bragantino construiu sua estratégia. Na visão de Cuca, o adversário encontrou oportunidades para explorar os contra-ataques, aproveitando os espaços deixados pelo Santos durante suas tentativas de avançar e pressionar em busca do empate.
Um dos pontos que mais incomodaram o técnico foi o momento em que a equipe sofreu o segundo gol. Segundo sua análise, o Santos havia conseguido igualar o marcador e apresentava um desempenho superior naquele período, mas acabou sendo surpreendido poucos minutos depois, justamente quando parecia reunir condições para assumir o controle emocional e técnico da partida.
Esse tipo de situação evidencia como o futebol pode ser decidido por detalhes. Uma equipe pode apresentar maior posse de bola, finalizar mais vezes e demonstrar iniciativa ofensiva, mas ainda assim encontrar dificuldades para transformar esse desempenho em resultado positivo, especialmente quando enfrenta um adversário organizado defensivamente e perigoso nas transições.
Cuca questiona arbitragem e ausência de revisão do VAR
Além de comentar o gol contra de Rodinei, Cuca demonstrou insatisfação com um lance envolvendo o atacante Roni dentro da área. Na jogada, o jogador santista foi atingido por Ryan durante uma disputa, em um contato que, segundo a interpretação do treinador, deveria ter sido considerado infração e resultado em cobrança de pênalti.
A reclamação ganhou força porque a arbitragem não marcou a penalidade e o VAR também não recomendou que a árbitra Edina Alves Batista revisasse o lance. Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral era o responsável pela operação do árbitro de vídeo na partida, mas não houve chamada para uma análise no monitor.
Cuca afirmou que normalmente evita fazer críticas públicas à arbitragem, principalmente quando considera que determinadas decisões dependem de interpretação. Entretanto, demonstrou entender que a situação envolvendo Roni apresentava características diferentes e que a regra deveria ter sido aplicada de maneira mais objetiva.
Na avaliação do treinador, o atacante sofreu um contato irregular, descrito por ele como um trançapé, e a equipe de arbitragem deveria ter considerado a possibilidade de marcar a penalidade. O técnico também questionou por que o VAR não recomendou uma revisão, já que, em sua opinião, a equipe de vídeo teria condições de observar o lance por um ângulo mais favorável.
A discussão sobre o episódio reforça a importância da comunicação entre a arbitragem de campo e os responsáveis pelo vídeo. O VAR não tem a função de substituir automaticamente todas as decisões tomadas pelo árbitro, mas deve atuar nos casos previstos pelo protocolo, especialmente quando existe a possibilidade de um erro claro e manifesto ou de um incidente grave não percebido pela equipe de arbitragem.
Derrota aumenta debate sobre desempenho e decisões decisivas
As declarações de Cuca mostram que o treinador identificou diferentes fatores para explicar o resultado negativo do Santos. O erro defensivo no início da partida, a dificuldade para evitar os contra-ataques do Bragantino e a reclamação de um possível pênalti formaram o conjunto de situações que marcaram sua análise após o apito final.
Ao mesmo tempo, a avaliação do comandante evidencia a diferença entre desempenho estatístico e eficiência dentro de campo. Ter maior posse de bola e produzir mais finalizações pode indicar uma participação ofensiva relevante, mas não garante vantagem no placar, principalmente quando a equipe encontra dificuldades para converter suas oportunidades em gols e proteger a própria defesa.
Para o Santos, o desafio é transformar as observações feitas após o confronto em ajustes práticos. A equipe precisa melhorar a concentração nos primeiros minutos, aperfeiçoar a organização defensiva e encontrar alternativas para evitar que momentos de pressão ofensiva sejam acompanhados por espaços perigosos na retaguarda.
O episódio também demonstra como decisões de arbitragem e falhas individuais podem ganhar proporções ainda maiores quando acontecem em uma partida equilibrada. Independentemente das reclamações apresentadas pelo treinador, o resultado deixa lições importantes sobre preparação, atenção aos detalhes e capacidade de reação durante os 90 minutos.